Quando pensamos na decoração de um espaço interior, a cor é sem dúvida uma das questões mais importantes.
E quando esse espaço é destinado a receber o que temos de mais precioso, a escolha da decoração torna-se ainda mais seria. A decisão sobre que tipo de cor usar, ou que tipo de mobília escolher, começa muitas vezes cedo, pela procura de artigos sobre o mesmo, e também visitas a espaços comerciais dedicados a esta área.
Deixo aqui algumas coisas que deve considerar na escolha do mobiliário e na decoração para quarto do seu bebé.
O Mobiliário:
Alem do agrado visual que nos proporciona, temos de ter em conta o seu lado pratico e útil.
A escolha acertada pode trazer versatilidade, mas a escolha errada pode trazer problemas e gastos desnecessários.
Evite matérias pouco resistentes.
O peso de um bebé, pode ser pouco nos primeiros anos, mas logo, se tornará uma criança activa e curiosa, evite gavetas sem travamentos de segurança, ou grades sem fixação segura. A medida das grades também é muito importante, veja a distancia entre elas e certifique-se que estão bem fixas.
A medida de posição do colchão é algo que também deve ter em conta, a criança cresce e a cama deverá permitir descer o colchão acompanhando o crescimento da criança, a fim de evitar quedas desnecessárias.
Procure escolher algo que seja do seu agrado, tanto pela sua beleza, como pela sua segurança.
As Pinturas:
Muitos dos nossos clientes tem escolhido as pinturas de parede para a decoração dos quartos dos seus bebés.
Na loja Pingasso, temos sempre o cuidado de fazer um pequeno aconselhamento quanto ao tipo de desenho e cores a utilizar.
As cores influenciam no nosso estado de espírito, e tal como nós as crianças reagem de uma forma muito singular a estes sinais vindos do espaço que os envolve.
Por isso esta escolha envolve alguma ponderação.
Evite cores muito fortes, cores suaves transmitem tranquilidade e bem estar, e para uma criança acabada de conhecer o mundo, tranquilidade é a palavra chave para noites bem dormidas.
Os bebés recebem milhares de estímulos por dia, por isso muitas vezes os pais são presenteados com o libertar desse stress ao final do dia. Um ambiente calmo e acolhedor, pode ser um balsamo para a criança.
Por isso, na escolha da pintura do quarto do seu bebé, tenha em atenção o que lhe quer transmitir, se sossego ou agitação.
No entanto não podemos esquecer que as pinturas são também para eles uma forma de interacção. As pinturas crescem com eles.
Nos nossos trabalhos esta é uma das nossas preocupações, tornar a pintura suave e ao mesmo tempo didáctica. Contamos uma historia, fazemos uma dança, cantamos uma canção, estimulamos a imaginação do bebé, e dos pais, que ao longo do tempo acrescentam mais um pormenor, e o desenho é sempre novo.
A pintura decorativa e uma forma de ver sorrir o seu filho, sempre que ele for dormir!
Os Cortinados:
Esta também não é uma escolha fácil.
Na nossa loja pode encontrar os mais diversos tecidos, e modelos de cortinados, desde os mais simples aos mais elaborados.
No entanto o mais escolhido é a chamada "Rampa japonesa", é pratico, fácil de desmontar para a limpeza, e seguro.
Este modelo permite aos pais, sempre que a criança brinca no quarto, subir o cortinado através do seu sistema mecânico, elevando-o acima da criança, evitando assim, puxões que podem provocar acidentes.
Escolha padrões lisos e simples, para uma aposta no resto da decoração. Um cortinado neutro poderá ser mantido por mais tempo, sem que passe de moda.
Deixo também o significado das cores para que possa de uma forma rápida saber distinguir que cores deve usar nas varias divisórias de sua casa.
Vermelho: é relacionado ao elemento fogo, ao verão. É a cor do sangue e por isso também está relacionado à vida e à força e energia vital máxima. Esta é uma cor Yang e por isso, o ideal é que seja utilizada em ambientes que tenham como objectivo a interação entre pessoas como a sala de estar, a sala de TV, ou mesmo a sala de jantar.
Não é recomendado o uso de vermelho: Na casa de banho: Além deste ser um local Yin por natureza, é ligado ao elemento água; Na cozinha: este ambiente já é muito Yang, a colocação da cor vermelha pode causar desequilíbrios; Nos quartos: o objectivo deste local é promover tranquilidade e repouso, por isso o ideal é o uso de cores suaves.
Amarelo: Apesar do amarelo estar relacionado ao elemento terra, também é uma cor Yang. O amarelo representa a luz do Sol e o brilho do ouro. Seu uso melhora a concentração e a facilidade de comunicação.A cor amarela, assim como a vermelha, deve ser utilizada em ambientes Yang como a sala de TV. Também é necessário evitar seu uso em banheiros e quartos. Já na cozinha o amarelo pode ser utilizado em detalhes ou em uma das paredes.
Laranja: A cor laranja está situada entre o elemento fogo e o elemento terra, portanto, carrega um pouco das características dos dois elementos. Também é uma cor Yang e segue as recomendações feitas para o uso da cor amarela.A diferença é que o laranja, com o devido cuidado, pode ser aplicado nos quartos, principalmente de adultos e de preferência na parede atrás da cama.
Azul: A cor azul está relacionada ao elemento água e nos remete a natureza, seja no céu ou no mar. O azul, quando usado de forma regrada, nos proporciona tranquilidade, porém, usado em demasia pode favorecer a introspecção e isolamento.Deve-se usar o azul em ambientes que visem descanso e tranqüilidade, como quartos e sala de meditação.
Verde: O verde é ligado ao elemento madeira e à primavera. Representam o crescimento, desenvolvimento, natureza e saúde. A cor verde pode ser utilizada com bastante liberdade em todos os ambientes da casa, independente de sua função. Neste caso, deve-se apenas tomar cuidado para colocar tons suaves de verde nos ambientes como quarto e cozinha, podendo nas salas utilizar tons mais brilhantes.É relacionada ao elemento metal e nos remete a pureza, limpeza, e abertura para novas possibilidades e oportunidades, assim como uma tela em branco que espera ser pintada.
Branco: A cor branca pode ser utilizada com total liberdade em toda a casa, tanto externamente como nos ambientes internos. Essa é a cor escolhida pela maioria das pessoas tanto para ambientes residenciais como profissionais.O único detalhe que deve ser observado é a procura pela utilização da cor branca sem brilho em ambientes Yin (quarto, banheiro, etc.) e com brilho em ambientes Yang (sala TV, cozinha...)
in http://www.sobre.com.pt/significado-das-cores-no-feng-shui
ass. Familia Pingasso
terça-feira, 6 de outubro de 2009
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Novas Pinturas
Olá,
As pinturas Pingasso continuam a fazer as delicias de pais e filhos, não deixe de visitar a nossa galeria para ver as novidades.
Aqui fica um cheirinho de um dos nossos últimos trabalhos!

Agradecemos a todos os que visitam o nosso blog, já vamos com um número considerável de visitas! Muito obrigado a todos!
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quinta-feira, 25 de junho de 2009
Clarisse - a pequena, grande guerreira
Tudo começou 1 semana antes de nascer.
Como já estava a perder o rolhão mucoso desde as 23 semanas e tinha indicação de repouso absoluto. O q é impossível numa casa com 3 crianças. Resolvi voltar ao hospital de Setubal pois as dores eram imensas e estava a perder sangue. O medico nem me examinou e concluiu q as dores e perdas de sangue eram uma infecção urinária.
Eu lhe disse q não era uma infecção urinária ao q ele me respondeu quem era afinal ali o médico, ele ou eu?
Ok era ele mas eu sabia o q era estar em trabalho de parto e ele nem me examinou sequer.
Respondeu-me mandando-me para casa. Perguntei e se a bebé nascer como é q era nascia em casa sem condições de sobreviver? A resposta dele foi se nascer nasceu.
Custou tanto ouvir isto, mas sabia q não adiantava estar ali a argumentar não me iam fazer nada e foi assim q fui com o meu marido para a MAC onde me examinaram e concluíram q tinha dilatação e já tinha perdido á mt o rolhão mucoso, logo qd fazia esforço a bolsa fazia um balão para fora da abertura.
Fui logo medicada com comprimidos para atrasar o parto e injecções para amadurecer os pulmões do bebé e fui levada para sala de partos.
Como aguentei a noite toda e as contrações acalmaram mandaram-me para ser internada no piso de cima mas com indicação de repouso absoluto nem para ir á casa de banho, pelo menos por enquanto.
Levaram-me para cima e ao fim de umas horas tive vontade de fazer urinar, pedi a arrastadeira mas a auxiliar disse-me q não tinha indicações para trazer q podia me levantar, perguntei a uma enfermeira q confirmou q podia me levantar.
Levantei e fui ao wc qd entrei senti uma pressão em baixo e PUF rebentou a bolsa. A agua não parava de correr vi logo q a bolsa ficou totalmente rota e comecei a ficar em pânico. Vieram me buscar com uma cadeira de rodas e eu perguntava, então agora tem de nascer? É tão cedo. Responderam q não íamos aguentar assim o + tempo possível, com medicação para as possíveis infeçoes e contrações.
Desesperei, sabia q as chances de sobreviver sem liquido tanto tempo e com probabilidade de contrair infeçoes fatais para ela eram enormes, mas se nascesse tb teria mt poucas probabilidades de sobreviver.
E optaram assim em repouso absoluto fazia td na cama sem poder sequer me sentar, era lavada por enfermeiras e levava imenso soro pra ir fabricando novo liquido, mas infelizmente tinha uma abertura e ao minimo movimento saia td de novo. Era constantemente vigiada com analises pra ver se tinha contraido infeçao e fazia mts ecos.
O q tb podia acontecer era o utero começar a contrair e começar a atrofiar os membros da bebé provocando deformações. Se fosse eu q tivesse escolhido achava q os riscos de lá estar dentro eram maiores do q sair, mas optaram assim e afinal foi melhor.
Estava já internada á 1 semana com ruptura total da bolsa. Nesse dia tinha me queixado a uma infermeira de um ardor terrivel qd urinava, isso era sinal de infecção q já era de esperar pois tinha a bolsa rota e o colo dilatado, mesmo tomando medicação para evitar esta situação ela acabou por acontecer.
Qd a enfermeira me veio lavar confirmou realmente q estava com corrimento amarelo esverdeado, logo avisou a medica e fizeram um exumado vaginal. A medica mt aborrecida por a terem incomodado num domingo q deveria ser calmo, lá começou a refilar q o corrimento era branquinho.
Por volta das 20h começo com contraçoes ligeiramente fortes e regulares, aviso as enfermeiras e foi-me colocado o ctg, não registava nenhuma dessas contraçoes, não sei se devido á barriga ter ficado mt pequena pois não tinha liquido e só tinha um pequeno bebé.
Teimei q as sentia e q sabia bem como eram pois é a minha 4ª filha. Lá chamaram a mesma medica, claro q ficou mt aborrecida por a ter feito jantar depressa, chegou lá pos a mão violentemente e mt chateada deu-me um raspanete q estava a ser infantil, q não tinha dores e q ela não ia nascer.
Foram-se embora e eu fiquei de rastos, sentia-me abandonada, fechei a cortina e chorei desesperadamente, sabia q ela ia nascer e tinha mt medo q fosse ali sozinha sem a assistência q precisava de imediato. E o raio do ctg q não registava nada.
Por volta da 00h as dores foram se intensificando e nessa hora veio a enfermeira trazer a medicação, disse-lhe q estava com mts dores, olhou pra o ctg e não viu nada, respondeu-me q não eram contraçoes, foi-se embora e apagou as luzes, chorei, contorci-me vezes após vezes de tanta dor, tinha tanto medo de a ter ali naquela cama sozinha. Qd comecei a sentir vontade de fazer força desesperei, encolhia, encolhia, lá ia tocando a campainha e ninguém vinha, tive mt tempo a encolher e qd estava para desistir surgiu finalmente uma enfermeira. Disse-lhe q não aguentava mais e ela respondeu q ia chamar a medica. Disse-lhe q não havia tempo q fosse ela a fazer o toque. Assim q pos a mão dá um grito enorme a chamar a colega porque ja tinha a cabeça a sair.
No caminho pró bloco de partos foram vendo as analises e tinha uma infecçao de streptococus q podia passar para o bebé. Isto a outra medica soube durante a tarde toda mas ocultou porque ao q parece só iria me informar no dia a seguir para ser feita a cesariana. Estavamos num domingo e ela pensou q não faria mal esperar ate o dia seguinte. Apesar da pressa em dar a medicação infelizmente passei a infecção para ela.
Mal me puseram na cama de parto dei 2 puxões e ela nasceu, ouvi um breve e minúsculo choro semelhante a um gatinho miar. Não a vi, assim q nasceu a medica disse q cheirava mal e a levaram.
Durante Quase 1 hora nada soube, nada me foi dito e eu não me atrevia a perguntar, sinto uma enorme dor e magoa qd me recordo desse momento, tinha um enorme desejo de saber da minha Sissi, mas não me saia a pergunta da minha boca, pois tinha mt medo da resposta. Esperei q me viessem dizer. Qd ouvi q era uma nina linda de 645g q estava viva e relativamente estável ia ser transferida prós cuidados neonatais, fiquei tão feliz. Nasceu ás 4h10 no dia 8 de Outubro.
Conhecia através de uma foto ás 7h 30m, pensei q era pequenina, mas afinal só qd a vi é q realmente tomei a noção de quanto era minúscula, só a vi 10 longas horas depois. Por mt q pedisse não havia uma auxiliar disponível para me levar ate ela.
Apóstanto sofrimento q passou, aqui está ela no meu colinho reguila a tentar mexer no teclado. Sou uma sortuda tenho o enorme privilegio de ter esta nina comigo, sem sequelas graves, mt esperta, bem desenvolvida.
ass. Mãe Teresa
Como já estava a perder o rolhão mucoso desde as 23 semanas e tinha indicação de repouso absoluto. O q é impossível numa casa com 3 crianças. Resolvi voltar ao hospital de Setubal pois as dores eram imensas e estava a perder sangue. O medico nem me examinou e concluiu q as dores e perdas de sangue eram uma infecção urinária.
Eu lhe disse q não era uma infecção urinária ao q ele me respondeu quem era afinal ali o médico, ele ou eu?
Ok era ele mas eu sabia o q era estar em trabalho de parto e ele nem me examinou sequer.
Respondeu-me mandando-me para casa. Perguntei e se a bebé nascer como é q era nascia em casa sem condições de sobreviver? A resposta dele foi se nascer nasceu.
Custou tanto ouvir isto, mas sabia q não adiantava estar ali a argumentar não me iam fazer nada e foi assim q fui com o meu marido para a MAC onde me examinaram e concluíram q tinha dilatação e já tinha perdido á mt o rolhão mucoso, logo qd fazia esforço a bolsa fazia um balão para fora da abertura.
Fui logo medicada com comprimidos para atrasar o parto e injecções para amadurecer os pulmões do bebé e fui levada para sala de partos.
Como aguentei a noite toda e as contrações acalmaram mandaram-me para ser internada no piso de cima mas com indicação de repouso absoluto nem para ir á casa de banho, pelo menos por enquanto.
Levaram-me para cima e ao fim de umas horas tive vontade de fazer urinar, pedi a arrastadeira mas a auxiliar disse-me q não tinha indicações para trazer q podia me levantar, perguntei a uma enfermeira q confirmou q podia me levantar.
Levantei e fui ao wc qd entrei senti uma pressão em baixo e PUF rebentou a bolsa. A agua não parava de correr vi logo q a bolsa ficou totalmente rota e comecei a ficar em pânico. Vieram me buscar com uma cadeira de rodas e eu perguntava, então agora tem de nascer? É tão cedo. Responderam q não íamos aguentar assim o + tempo possível, com medicação para as possíveis infeçoes e contrações.
Desesperei, sabia q as chances de sobreviver sem liquido tanto tempo e com probabilidade de contrair infeçoes fatais para ela eram enormes, mas se nascesse tb teria mt poucas probabilidades de sobreviver.
E optaram assim em repouso absoluto fazia td na cama sem poder sequer me sentar, era lavada por enfermeiras e levava imenso soro pra ir fabricando novo liquido, mas infelizmente tinha uma abertura e ao minimo movimento saia td de novo. Era constantemente vigiada com analises pra ver se tinha contraido infeçao e fazia mts ecos.
O q tb podia acontecer era o utero começar a contrair e começar a atrofiar os membros da bebé provocando deformações. Se fosse eu q tivesse escolhido achava q os riscos de lá estar dentro eram maiores do q sair, mas optaram assim e afinal foi melhor.
Estava já internada á 1 semana com ruptura total da bolsa. Nesse dia tinha me queixado a uma infermeira de um ardor terrivel qd urinava, isso era sinal de infecção q já era de esperar pois tinha a bolsa rota e o colo dilatado, mesmo tomando medicação para evitar esta situação ela acabou por acontecer.
Qd a enfermeira me veio lavar confirmou realmente q estava com corrimento amarelo esverdeado, logo avisou a medica e fizeram um exumado vaginal. A medica mt aborrecida por a terem incomodado num domingo q deveria ser calmo, lá começou a refilar q o corrimento era branquinho.
Por volta das 20h começo com contraçoes ligeiramente fortes e regulares, aviso as enfermeiras e foi-me colocado o ctg, não registava nenhuma dessas contraçoes, não sei se devido á barriga ter ficado mt pequena pois não tinha liquido e só tinha um pequeno bebé.
Teimei q as sentia e q sabia bem como eram pois é a minha 4ª filha. Lá chamaram a mesma medica, claro q ficou mt aborrecida por a ter feito jantar depressa, chegou lá pos a mão violentemente e mt chateada deu-me um raspanete q estava a ser infantil, q não tinha dores e q ela não ia nascer.
Foram-se embora e eu fiquei de rastos, sentia-me abandonada, fechei a cortina e chorei desesperadamente, sabia q ela ia nascer e tinha mt medo q fosse ali sozinha sem a assistência q precisava de imediato. E o raio do ctg q não registava nada.
Por volta da 00h as dores foram se intensificando e nessa hora veio a enfermeira trazer a medicação, disse-lhe q estava com mts dores, olhou pra o ctg e não viu nada, respondeu-me q não eram contraçoes, foi-se embora e apagou as luzes, chorei, contorci-me vezes após vezes de tanta dor, tinha tanto medo de a ter ali naquela cama sozinha. Qd comecei a sentir vontade de fazer força desesperei, encolhia, encolhia, lá ia tocando a campainha e ninguém vinha, tive mt tempo a encolher e qd estava para desistir surgiu finalmente uma enfermeira. Disse-lhe q não aguentava mais e ela respondeu q ia chamar a medica. Disse-lhe q não havia tempo q fosse ela a fazer o toque. Assim q pos a mão dá um grito enorme a chamar a colega porque ja tinha a cabeça a sair.
No caminho pró bloco de partos foram vendo as analises e tinha uma infecçao de streptococus q podia passar para o bebé. Isto a outra medica soube durante a tarde toda mas ocultou porque ao q parece só iria me informar no dia a seguir para ser feita a cesariana. Estavamos num domingo e ela pensou q não faria mal esperar ate o dia seguinte. Apesar da pressa em dar a medicação infelizmente passei a infecção para ela.
Mal me puseram na cama de parto dei 2 puxões e ela nasceu, ouvi um breve e minúsculo choro semelhante a um gatinho miar. Não a vi, assim q nasceu a medica disse q cheirava mal e a levaram.
Durante Quase 1 hora nada soube, nada me foi dito e eu não me atrevia a perguntar, sinto uma enorme dor e magoa qd me recordo desse momento, tinha um enorme desejo de saber da minha Sissi, mas não me saia a pergunta da minha boca, pois tinha mt medo da resposta. Esperei q me viessem dizer. Qd ouvi q era uma nina linda de 645g q estava viva e relativamente estável ia ser transferida prós cuidados neonatais, fiquei tão feliz. Nasceu ás 4h10 no dia 8 de Outubro.
Conhecia através de uma foto ás 7h 30m, pensei q era pequenina, mas afinal só qd a vi é q realmente tomei a noção de quanto era minúscula, só a vi 10 longas horas depois. Por mt q pedisse não havia uma auxiliar disponível para me levar ate ela.
Apóstanto sofrimento q passou, aqui está ela no meu colinho reguila a tentar mexer no teclado. Sou uma sortuda tenho o enorme privilegio de ter esta nina comigo, sem sequelas graves, mt esperta, bem desenvolvida.
ass. Mãe Teresa
Parceria fotografica



Mais uma vez cá estamos a divulgar as nossas parcerias, o grande objectivo é tornar o momento da gravidez o mais memorável possível.
No momento a seguir ao parto, surge a saudade, saudades de sentir a barriga, de sentir o movimento no seu interior, apartir desse momento o nosso bebé, conhece o mundo exterior, interage com a família, e deixa de nos pertencer exclusivamente, pelo menos no sentido de só a nós brindar com movimentos subtis e brincalhões...a barriga perdeu o volume, mas jamais perderá o significado e a memoria de a ver crescer todos só dias ficará para sempre...
Assim sendo, e para que a imagem não se desvaneça com o tempo, propomos uma sessão fotográfica especial.
Permita a si própria esse miminho.
Estamos a efectuar pinturas corporais, que serão fotografadas por um profissional de renome na nossa cidade.
Numa sessão fotográfica que marcará uma fase tão majestosa, como a gravidez, será sem duvida um momento que jamais esquecerá.
deixo os contactos para a marcação, temos na nossa loja um portfolio dos nossos últimos trabalhos, não hesite em visitar-nos e conheça todos os pormenores.
Contactos para marcação da sessão fotográfica:
Photo Vintage
Av. Bento Gonçalves, 19B 2910-433 Setúbal
Tel/Fax : 265 523 029
email: ecostafoto@netvisão.pt
Existem também disponíveis sessões fotográficas para o bebe desde recém-nascido, permitindo fazer um book até ao primeiro aniversario.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
vestir com...graça...
E porque estamos sempre ligados a inovações e criações únicas, queremos apresentar a nossa recente parceria.
visitem em www.tixarte.yolasite.com -uma empresa jovem dedicada á criação de t-shirt's com design's originais e sem limite de imaginação.
Faça uma oferta ao amigo, ao pai, aos avós, imagine um desenho, e a Tixarte realiza-o. Com alguns projectos bem humorados, fazem pack's familiares com caricaturas.
Uma ideia arrojada, com o bom humor á mistura.
Divirta-se com o que veste, e partilhe sorrisos...
www.tixarte.yolasite.com
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segunda-feira, 18 de maio de 2009
O nosso apressadinho...
Mais uma manhã de Domingo. Acordar tarde, aproveitar os miminhos do meu maridinho... Eram estes os planos para este dia, que havia de ser o mais importante da minha vida.
Eram cerca de 11 horas quando disse ao L. que devia ir comprar pão fresquinho para o nosso pequeno almoço. Entre o levanta e não levanta, começo a sentir um líquido a escorrer por entre as pernas. Disse-lhe que se passava algo. Que, provavelmente, teríamos de passar pelo hospital. Fui de imediato à casa de banho e disse-lhe que devia ter uma ruptura. As minhas cuequitas estavam já bastante molhadas. Quando voltei para o quarto encontrei-o ao telefone com a minha irmã a dizer a seguinte frase: “O bebé vai nascer!”. Fiquei furiosa. Disse-lhe que provavelmente não passava de uma pequena ruptura. Com alguma sorte mandavam-me para casa com ordem para repouso absoluto.
Não tinha ainda a mala feita. Afinal faltava mais de um mês. Pegamos no que consideramos essencial e, quando a minha irmã chegou, partimos para a maternidade mais próxima. Quando lá chegamos, dirigi-me ao guichet e expliquei a situação. Enquanto falava senti mais líquido a escorrer por entre as pernas. Fiquei completamente encharcada e, percebi que já não sairia da maternidade.
Fui vista nas urgências de obstetrícia e confirmaram aquilo que já tinha percebido. Ia ser internada. O bebé estava bem. Tinha o colo acabado, líquido límpido e dedo e meio de dilatação. Disseram ao L. que podia ir almoçar descansado porque ainda ia demorar bastante tempo. Quem sabe até seria só no dia seguinte. Fui internada e ligada ao CTG. A enfermeira disse-me que não me podiam dar nada para acelerar o parto, porque o bebé só tinha 35 semanas (pela UPM tinha 34 semanas e 3 dias) e não podia ser sujeito a qualquer sofrimento. Mesmo os toques, teriam de ser em número reduzido. Comecei a ter algumas contracções, mas eram muito suaves...
Tinham passado cerca de duas horas quando o L. voltou. Disse-me que a minha irmã, mãe e a mãe dele estavam na sala de espera. Avisei que provavelmente ainda ia demorar, mas ele disse que elas não saíam dali sem o nosso pequenino estar cá fora. As horas foram passando, e as dores começaram a acentuar-se. Por volta das sete da tarde começaram a tornar-se menos suportáveis. A enfermeira entrou e fez-me mais um toque. O colo ainda teria de descer mais um pouco para poder levar a bendita epidural. Disse para ter força e aguentar. Mas as contracções estavam cada vez mais fortes e longas. Entretanto as dores eram tão acentuadas que já nem conseguia falar. Precisava de toda a concentração para as poder suportar. Resolvi chamar a enfermeira, porque já não aguentava mais. Fez-me mais um toque e felizmente já tinha dilatação suficiente para poder levar epidural. Mandou sair o L. e chamou a anestesista. E começou o tormento. Ajudou a enrolar-me para me colocar em posição e pediu-me para não me mexer um milímetro sequer. Um pedido muito cruel para quem estava com dores cada vez mais insuportáveis. Picou-me mas parece que algo correu mal e furou-me a membrana. Disse-me que teria de ficar de repouso por 24 horas... Nova picada. Dores na perna esquerda. "Também não serve, vamos ter de tentar novamente", informou-me. Já estava a desesperar e, arrependida de ter pedido anestesia. Entre as picadas mal sucedidas, numa posição desconfortável e, com contracções quase intoleráveis comecei a pensar que teria sido preferível aguentar o parto com dor. Mas à terceira tentativa a anestesista lá conseguiu inserir o cateter. Passado pouco tempo, a anestesia começou a fazer efeito e deixei de sentir dor. Sentia apenas uma pequena dormência na nádega esquerda em cada contracção. Daí até aos dez dedos de dilatação não passou mais de uma hora e meia. A enfermeira instruiu-me, então, sobre como deveria fazer força na sala de partos. Seguimos para lá e com a ajuda do L. e de outra enfermeira iniciamos o processo de nascimento do nosso bebé. Ele já estava bem em baixo, a enfermeira comentava que tinha pouco cabelo e tudo, mas faltava sempre um bocadinho de força para que ele saísse, pelo que uma das enfermeiras começou a empurrá-lo com as mãos fazendo força na minha barriga. Fiz força mais uma vez e surgiu o meu bebé... Colocaram-no em cima da minha barriga e, aquele que seria o momento mais importante das nossas vidas (minha e do L.) depressa se transformou num dos momentos de maior tormento à medida que percebíamos que algo não estava bem. O nosso pequenino estava branco como a cal e, não chorava. As enfermeiras aspiraram-no de imediato, cortaram o cordão e levaram-no para o auxiliarem na respiração. A pediatra apareceu para o avaliar e de um momento para o outro, por detrás de mim, apercebi-me que estavam vários enfermeiros a tentar ajudá-lo. Perguntei inúmeras vezes ao L. o que se passava, mas ele próprio estava demasiado nervoso e só me dizia que tínhamos que esperar. Acho que nunca o tinha visto tão assustado. Começamos a ouvir o nosso bebé a chorar, mas fazia-o com muito esforço. Uma das enfermeiras veio com ele perto de mim e disse-me que tinham de levá-lo porque estava com dificuldades respiratórias. O L. foi com ele. A pediatra veio ter comigo e disse-me que às 35 semanas os pulmões ainda não tinham atingido a maturidade suficiente para suportar o nosso ambiente, daí as dificuldades que revelava em respirar. Esperava não ter de o ventilar... E saiu. Ali fiquei eu, com duas enfermeiras que me cosiam, e a sentir o meu mundo a desabar.
Depois dos minutos intermináveis que demoraram a coser-me levaram-me para uma sala onde me puseram a soro. Pedi que me fossem dando notícias do meu filho, e a cada vez que o fazia, asseguravam-me que estava bem entregue. Uma das enfermeiras disse-me que enquanto não o transferissem para Lisboa estaria tudo bem. As duas horas seguintes seriam determinantes. Passado algum tempo levaram-me para um quarto onde já se encontravam duas mamãs e as suas filhas. Senti-me imensamente triste. Era suposto ter ali o meu bebé, como aquelas duas mães e, ali estava eu, sem saber o que lhe estava a acontecer. Passaram as duas horas e o L. veio ter comigo dizendo que estava imensa gente a tratar dele. Também não sabia muito bem o que se estava a passar, mas percebia que não estava a correr como os médicos pretendiam.
Por volta da 1 da manhã veio ter comigo a dizer que o iam levar para Lisboa. Desabei. Não aguentei mais e chorei durante horas. Os enfermeiros vinham ter comigo e confortavam-me dizendo que às 35 semanas a taxa de recuperação é muito elevada e que certamente tudo correria pelo melhor. Mas naquela altura a única coisa que eu queria era estar perto do meu bebé. Eram perto de 3 da manhã quando chegou a ambulância para o levar. Pedi que me deixassem ir com ele, mas disseram-me que tinha de fazer repouso. Trouxeram-me um lanchinho, mas eu só chorava. Não queria comer. Começava a deixar-me levar pelo desespero... Depois de muitas lágrimas corridas, acalmei um pouco e pensei que não podia continuar com aquela atitude. Estava a ser egoísta. Parei de chorar. O meu bebé haveria de melhorar e precisar de mim. Comi o que me tinham deixado e tentei controlar o choro. A enfermeira trouxe-me uma polaroid do meu pequerrucho. Apesar dos tubos estava lindo... Vários enfermeiros e auxiliares vieram ao meu quarto dar-me os parabéns por ter tido um bebé tão lindo. Trouxeram-me também um recado do meu Bebé. Dizia o seguinte: “Queridos pais, vou para o Hospital Maternidade Alfredo da Costa e fico na Unidade de Cuidados Intensivos. Podem telefonar pelo telefone xxxxxxxxx a pedir informações e logo que possam venham visitar-me!!!!! Vou ter saudades da vossa voz e dos vossos miminhos. O vosso filho.”
Chorei de emoção. A partir daquele momento senti que tudo só faria sentido com aquele pequeno ser perto de mim...
Ass. A mãe babada ;)
Eram cerca de 11 horas quando disse ao L. que devia ir comprar pão fresquinho para o nosso pequeno almoço. Entre o levanta e não levanta, começo a sentir um líquido a escorrer por entre as pernas. Disse-lhe que se passava algo. Que, provavelmente, teríamos de passar pelo hospital. Fui de imediato à casa de banho e disse-lhe que devia ter uma ruptura. As minhas cuequitas estavam já bastante molhadas. Quando voltei para o quarto encontrei-o ao telefone com a minha irmã a dizer a seguinte frase: “O bebé vai nascer!”. Fiquei furiosa. Disse-lhe que provavelmente não passava de uma pequena ruptura. Com alguma sorte mandavam-me para casa com ordem para repouso absoluto.
Não tinha ainda a mala feita. Afinal faltava mais de um mês. Pegamos no que consideramos essencial e, quando a minha irmã chegou, partimos para a maternidade mais próxima. Quando lá chegamos, dirigi-me ao guichet e expliquei a situação. Enquanto falava senti mais líquido a escorrer por entre as pernas. Fiquei completamente encharcada e, percebi que já não sairia da maternidade.
Fui vista nas urgências de obstetrícia e confirmaram aquilo que já tinha percebido. Ia ser internada. O bebé estava bem. Tinha o colo acabado, líquido límpido e dedo e meio de dilatação. Disseram ao L. que podia ir almoçar descansado porque ainda ia demorar bastante tempo. Quem sabe até seria só no dia seguinte. Fui internada e ligada ao CTG. A enfermeira disse-me que não me podiam dar nada para acelerar o parto, porque o bebé só tinha 35 semanas (pela UPM tinha 34 semanas e 3 dias) e não podia ser sujeito a qualquer sofrimento. Mesmo os toques, teriam de ser em número reduzido. Comecei a ter algumas contracções, mas eram muito suaves...
Tinham passado cerca de duas horas quando o L. voltou. Disse-me que a minha irmã, mãe e a mãe dele estavam na sala de espera. Avisei que provavelmente ainda ia demorar, mas ele disse que elas não saíam dali sem o nosso pequenino estar cá fora. As horas foram passando, e as dores começaram a acentuar-se. Por volta das sete da tarde começaram a tornar-se menos suportáveis. A enfermeira entrou e fez-me mais um toque. O colo ainda teria de descer mais um pouco para poder levar a bendita epidural. Disse para ter força e aguentar. Mas as contracções estavam cada vez mais fortes e longas. Entretanto as dores eram tão acentuadas que já nem conseguia falar. Precisava de toda a concentração para as poder suportar. Resolvi chamar a enfermeira, porque já não aguentava mais. Fez-me mais um toque e felizmente já tinha dilatação suficiente para poder levar epidural. Mandou sair o L. e chamou a anestesista. E começou o tormento. Ajudou a enrolar-me para me colocar em posição e pediu-me para não me mexer um milímetro sequer. Um pedido muito cruel para quem estava com dores cada vez mais insuportáveis. Picou-me mas parece que algo correu mal e furou-me a membrana. Disse-me que teria de ficar de repouso por 24 horas... Nova picada. Dores na perna esquerda. "Também não serve, vamos ter de tentar novamente", informou-me. Já estava a desesperar e, arrependida de ter pedido anestesia. Entre as picadas mal sucedidas, numa posição desconfortável e, com contracções quase intoleráveis comecei a pensar que teria sido preferível aguentar o parto com dor. Mas à terceira tentativa a anestesista lá conseguiu inserir o cateter. Passado pouco tempo, a anestesia começou a fazer efeito e deixei de sentir dor. Sentia apenas uma pequena dormência na nádega esquerda em cada contracção. Daí até aos dez dedos de dilatação não passou mais de uma hora e meia. A enfermeira instruiu-me, então, sobre como deveria fazer força na sala de partos. Seguimos para lá e com a ajuda do L. e de outra enfermeira iniciamos o processo de nascimento do nosso bebé. Ele já estava bem em baixo, a enfermeira comentava que tinha pouco cabelo e tudo, mas faltava sempre um bocadinho de força para que ele saísse, pelo que uma das enfermeiras começou a empurrá-lo com as mãos fazendo força na minha barriga. Fiz força mais uma vez e surgiu o meu bebé... Colocaram-no em cima da minha barriga e, aquele que seria o momento mais importante das nossas vidas (minha e do L.) depressa se transformou num dos momentos de maior tormento à medida que percebíamos que algo não estava bem. O nosso pequenino estava branco como a cal e, não chorava. As enfermeiras aspiraram-no de imediato, cortaram o cordão e levaram-no para o auxiliarem na respiração. A pediatra apareceu para o avaliar e de um momento para o outro, por detrás de mim, apercebi-me que estavam vários enfermeiros a tentar ajudá-lo. Perguntei inúmeras vezes ao L. o que se passava, mas ele próprio estava demasiado nervoso e só me dizia que tínhamos que esperar. Acho que nunca o tinha visto tão assustado. Começamos a ouvir o nosso bebé a chorar, mas fazia-o com muito esforço. Uma das enfermeiras veio com ele perto de mim e disse-me que tinham de levá-lo porque estava com dificuldades respiratórias. O L. foi com ele. A pediatra veio ter comigo e disse-me que às 35 semanas os pulmões ainda não tinham atingido a maturidade suficiente para suportar o nosso ambiente, daí as dificuldades que revelava em respirar. Esperava não ter de o ventilar... E saiu. Ali fiquei eu, com duas enfermeiras que me cosiam, e a sentir o meu mundo a desabar.
Depois dos minutos intermináveis que demoraram a coser-me levaram-me para uma sala onde me puseram a soro. Pedi que me fossem dando notícias do meu filho, e a cada vez que o fazia, asseguravam-me que estava bem entregue. Uma das enfermeiras disse-me que enquanto não o transferissem para Lisboa estaria tudo bem. As duas horas seguintes seriam determinantes. Passado algum tempo levaram-me para um quarto onde já se encontravam duas mamãs e as suas filhas. Senti-me imensamente triste. Era suposto ter ali o meu bebé, como aquelas duas mães e, ali estava eu, sem saber o que lhe estava a acontecer. Passaram as duas horas e o L. veio ter comigo dizendo que estava imensa gente a tratar dele. Também não sabia muito bem o que se estava a passar, mas percebia que não estava a correr como os médicos pretendiam.
Por volta da 1 da manhã veio ter comigo a dizer que o iam levar para Lisboa. Desabei. Não aguentei mais e chorei durante horas. Os enfermeiros vinham ter comigo e confortavam-me dizendo que às 35 semanas a taxa de recuperação é muito elevada e que certamente tudo correria pelo melhor. Mas naquela altura a única coisa que eu queria era estar perto do meu bebé. Eram perto de 3 da manhã quando chegou a ambulância para o levar. Pedi que me deixassem ir com ele, mas disseram-me que tinha de fazer repouso. Trouxeram-me um lanchinho, mas eu só chorava. Não queria comer. Começava a deixar-me levar pelo desespero... Depois de muitas lágrimas corridas, acalmei um pouco e pensei que não podia continuar com aquela atitude. Estava a ser egoísta. Parei de chorar. O meu bebé haveria de melhorar e precisar de mim. Comi o que me tinham deixado e tentei controlar o choro. A enfermeira trouxe-me uma polaroid do meu pequerrucho. Apesar dos tubos estava lindo... Vários enfermeiros e auxiliares vieram ao meu quarto dar-me os parabéns por ter tido um bebé tão lindo. Trouxeram-me também um recado do meu Bebé. Dizia o seguinte: “Queridos pais, vou para o Hospital Maternidade Alfredo da Costa e fico na Unidade de Cuidados Intensivos. Podem telefonar pelo telefone xxxxxxxxx a pedir informações e logo que possam venham visitar-me!!!!! Vou ter saudades da vossa voz e dos vossos miminhos. O vosso filho.”
Chorei de emoção. A partir daquele momento senti que tudo só faria sentido com aquele pequeno ser perto de mim...
Ass. A mãe babada ;)
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