quinta-feira, 25 de junho de 2009

Clarisse - a pequena, grande guerreira

Tudo começou 1 semana antes de nascer.
Como já estava a perder o rolhão mucoso desde as 23 semanas e tinha indicação de repouso absoluto. O q é impossível numa casa com 3 crianças. Resolvi voltar ao hospital de Setubal pois as dores eram imensas e estava a perder sangue. O medico nem me examinou e concluiu q as dores e perdas de sangue eram uma infecção urinária.
Eu lhe disse q não era uma infecção urinária ao q ele me respondeu quem era afinal ali o médico, ele ou eu?
Ok era ele mas eu sabia o q era estar em trabalho de parto e ele nem me examinou sequer.
Respondeu-me mandando-me para casa. Perguntei e se a bebé nascer como é q era nascia em casa sem condições de sobreviver? A resposta dele foi se nascer nasceu.
Custou tanto ouvir isto, mas sabia q não adiantava estar ali a argumentar não me iam fazer nada e foi assim q fui com o meu marido para a MAC onde me examinaram e concluíram q tinha dilatação e já tinha perdido á mt o rolhão mucoso, logo qd fazia esforço a bolsa fazia um balão para fora da abertura.
Fui logo medicada com comprimidos para atrasar o parto e injecções para amadurecer os pulmões do bebé e fui levada para sala de partos.
Como aguentei a noite toda e as contrações acalmaram mandaram-me para ser internada no piso de cima mas com indicação de repouso absoluto nem para ir á casa de banho, pelo menos por enquanto.
Levaram-me para cima e ao fim de umas horas tive vontade de fazer urinar, pedi a arrastadeira mas a auxiliar disse-me q não tinha indicações para trazer q podia me levantar, perguntei a uma enfermeira q confirmou q podia me levantar.
Levantei e fui ao wc qd entrei senti uma pressão em baixo e PUF rebentou a bolsa. A agua não parava de correr vi logo q a bolsa ficou totalmente rota e comecei a ficar em pânico. Vieram me buscar com uma cadeira de rodas e eu perguntava, então agora tem de nascer? É tão cedo. Responderam q não íamos aguentar assim o + tempo possível, com medicação para as possíveis infeçoes e contrações.
Desesperei, sabia q as chances de sobreviver sem liquido tanto tempo e com probabilidade de contrair infeçoes fatais para ela eram enormes, mas se nascesse tb teria mt poucas probabilidades de sobreviver.
E optaram assim em repouso absoluto fazia td na cama sem poder sequer me sentar, era lavada por enfermeiras e levava imenso soro pra ir fabricando novo liquido, mas infelizmente tinha uma abertura e ao minimo movimento saia td de novo. Era constantemente vigiada com analises pra ver se tinha contraido infeçao e fazia mts ecos.
O q tb podia acontecer era o utero começar a contrair e começar a atrofiar os membros da bebé provocando deformações. Se fosse eu q tivesse escolhido achava q os riscos de lá estar dentro eram maiores do q sair, mas optaram assim e afinal foi melhor.
Estava já internada á 1 semana com ruptura total da bolsa. Nesse dia tinha me queixado a uma infermeira de um ardor terrivel qd urinava, isso era sinal de infecção q já era de esperar pois tinha a bolsa rota e o colo dilatado, mesmo tomando medicação para evitar esta situação ela acabou por acontecer.
Qd a enfermeira me veio lavar confirmou realmente q estava com corrimento amarelo esverdeado, logo avisou a medica e fizeram um exumado vaginal. A medica mt aborrecida por a terem incomodado num domingo q deveria ser calmo, lá começou a refilar q o corrimento era branquinho.
Por volta das 20h começo com contraçoes ligeiramente fortes e regulares, aviso as enfermeiras e foi-me colocado o ctg, não registava nenhuma dessas contraçoes, não sei se devido á barriga ter ficado mt pequena pois não tinha liquido e só tinha um pequeno bebé.
Teimei q as sentia e q sabia bem como eram pois é a minha 4ª filha. Lá chamaram a mesma medica, claro q ficou mt aborrecida por a ter feito jantar depressa, chegou lá pos a mão violentemente e mt chateada deu-me um raspanete q estava a ser infantil, q não tinha dores e q ela não ia nascer.
Foram-se embora e eu fiquei de rastos, sentia-me abandonada, fechei a cortina e chorei desesperadamente, sabia q ela ia nascer e tinha mt medo q fosse ali sozinha sem a assistência q precisava de imediato. E o raio do ctg q não registava nada.
Por volta da 00h as dores foram se intensificando e nessa hora veio a enfermeira trazer a medicação, disse-lhe q estava com mts dores, olhou pra o ctg e não viu nada, respondeu-me q não eram contraçoes, foi-se embora e apagou as luzes, chorei, contorci-me vezes após vezes de tanta dor, tinha tanto medo de a ter ali naquela cama sozinha. Qd comecei a sentir vontade de fazer força desesperei, encolhia, encolhia, lá ia tocando a campainha e ninguém vinha, tive mt tempo a encolher e qd estava para desistir surgiu finalmente uma enfermeira. Disse-lhe q não aguentava mais e ela respondeu q ia chamar a medica. Disse-lhe q não havia tempo q fosse ela a fazer o toque. Assim q pos a mão dá um grito enorme a chamar a colega porque ja tinha a cabeça a sair.
No caminho pró bloco de partos foram vendo as analises e tinha uma infecçao de streptococus q podia passar para o bebé. Isto a outra medica soube durante a tarde toda mas ocultou porque ao q parece só iria me informar no dia a seguir para ser feita a cesariana. Estavamos num domingo e ela pensou q não faria mal esperar ate o dia seguinte. Apesar da pressa em dar a medicação infelizmente passei a infecção para ela.
Mal me puseram na cama de parto dei 2 puxões e ela nasceu, ouvi um breve e minúsculo choro semelhante a um gatinho miar. Não a vi, assim q nasceu a medica disse q cheirava mal e a levaram.
Durante Quase 1 hora nada soube, nada me foi dito e eu não me atrevia a perguntar, sinto uma enorme dor e magoa qd me recordo desse momento, tinha um enorme desejo de saber da minha Sissi, mas não me saia a pergunta da minha boca, pois tinha mt medo da resposta. Esperei q me viessem dizer. Qd ouvi q era uma nina linda de 645g q estava viva e relativamente estável ia ser transferida prós cuidados neonatais, fiquei tão feliz. Nasceu ás 4h10 no dia 8 de Outubro.
Conhecia através de uma foto ás 7h 30m, pensei q era pequenina, mas afinal só qd a vi é q realmente tomei a noção de quanto era minúscula, só a vi 10 longas horas depois. Por mt q pedisse não havia uma auxiliar disponível para me levar ate ela.
Apóstanto sofrimento q passou, aqui está ela no meu colinho reguila a tentar mexer no teclado. Sou uma sortuda tenho o enorme privilegio de ter esta nina comigo, sem sequelas graves, mt esperta, bem desenvolvida.

ass. Mãe Teresa

Parceria fotografica




Mais uma vez cá estamos a divulgar as nossas parcerias, o grande objectivo é tornar o momento da gravidez o mais memorável possível.

No momento a seguir ao parto, surge a saudade, saudades de sentir a barriga, de sentir o movimento no seu interior, apartir desse momento o nosso bebé, conhece o mundo exterior, interage com a família, e deixa de nos pertencer exclusivamente, pelo menos no sentido de só a nós brindar com movimentos subtis e brincalhões...a barriga perdeu o volume, mas jamais perderá o significado e a memoria de a ver crescer todos só dias ficará para sempre...

Assim sendo, e para que a imagem não se desvaneça com o tempo, propomos uma sessão fotográfica especial.
Permita a si própria esse miminho.
Estamos a efectuar pinturas corporais, que serão fotografadas por um profissional de renome na nossa cidade.
Numa sessão fotográfica que marcará uma fase tão majestosa, como a gravidez, será sem duvida um momento que jamais esquecerá.

deixo os contactos para a marcação, temos na nossa loja um portfolio dos nossos últimos trabalhos, não hesite em visitar-nos e conheça todos os pormenores.


Contactos para marcação da sessão fotográfica:

Photo Vintage
Av. Bento Gonçalves, 19B 2910-433 Setúbal
Tel/Fax : 265 523 029
email: ecostafoto@netvisão.pt


Existem também disponíveis sessões fotográficas para o bebe desde recém-nascido, permitindo fazer um book até ao primeiro aniversario.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

vestir com...graça...

E porque estamos sempre ligados a inovações e criações únicas, queremos apresentar a nossa recente parceria.

visitem em www.tixarte.yolasite.com -uma empresa jovem dedicada á criação de t-shirt's com design's originais e sem limite de imaginação.
Faça uma oferta ao amigo, ao pai, aos avós, imagine um desenho, e a Tixarte realiza-o. Com alguns projectos bem humorados, fazem pack's familiares com caricaturas.
Uma ideia arrojada, com o bom humor á mistura.
Divirta-se com o que veste, e partilhe sorrisos...

www.tixarte.yolasite.com

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O nosso apressadinho...

Mais uma manhã de Domingo. Acordar tarde, aproveitar os miminhos do meu maridinho... Eram estes os planos para este dia, que havia de ser o mais importante da minha vida.
Eram cerca de 11 horas quando disse ao L. que devia ir comprar pão fresquinho para o nosso pequeno almoço. Entre o levanta e não levanta, começo a sentir um líquido a escorrer por entre as pernas. Disse-lhe que se passava algo. Que, provavelmente, teríamos de passar pelo hospital. Fui de imediato à casa de banho e disse-lhe que devia ter uma ruptura. As minhas cuequitas estavam já bastante molhadas. Quando voltei para o quarto encontrei-o ao telefone com a minha irmã a dizer a seguinte frase: “O bebé vai nascer!”. Fiquei furiosa. Disse-lhe que provavelmente não passava de uma pequena ruptura. Com alguma sorte mandavam-me para casa com ordem para repouso absoluto.
Não tinha ainda a mala feita. Afinal faltava mais de um mês. Pegamos no que consideramos essencial e, quando a minha irmã chegou, partimos para a maternidade mais próxima. Quando lá chegamos, dirigi-me ao guichet e expliquei a situação. Enquanto falava senti mais líquido a escorrer por entre as pernas. Fiquei completamente encharcada e, percebi que já não sairia da maternidade.
Fui vista nas urgências de obstetrícia e confirmaram aquilo que já tinha percebido. Ia ser internada. O bebé estava bem. Tinha o colo acabado, líquido límpido e dedo e meio de dilatação. Disseram ao L. que podia ir almoçar descansado porque ainda ia demorar bastante tempo. Quem sabe até seria só no dia seguinte. Fui internada e ligada ao CTG. A enfermeira disse-me que não me podiam dar nada para acelerar o parto, porque o bebé só tinha 35 semanas (pela UPM tinha 34 semanas e 3 dias) e não podia ser sujeito a qualquer sofrimento. Mesmo os toques, teriam de ser em número reduzido. Comecei a ter algumas contracções, mas eram muito suaves...
Tinham passado cerca de duas horas quando o L. voltou. Disse-me que a minha irmã, mãe e a mãe dele estavam na sala de espera. Avisei que provavelmente ainda ia demorar, mas ele disse que elas não saíam dali sem o nosso pequenino estar cá fora. As horas foram passando, e as dores começaram a acentuar-se. Por volta das sete da tarde começaram a tornar-se menos suportáveis. A enfermeira entrou e fez-me mais um toque. O colo ainda teria de descer mais um pouco para poder levar a bendita epidural. Disse para ter força e aguentar. Mas as contracções estavam cada vez mais fortes e longas. Entretanto as dores eram tão acentuadas que já nem conseguia falar. Precisava de toda a concentração para as poder suportar. Resolvi chamar a enfermeira, porque já não aguentava mais. Fez-me mais um toque e felizmente já tinha dilatação suficiente para poder levar epidural. Mandou sair o L. e chamou a anestesista. E começou o tormento. Ajudou a enrolar-me para me colocar em posição e pediu-me para não me mexer um milímetro sequer. Um pedido muito cruel para quem estava com dores cada vez mais insuportáveis. Picou-me mas parece que algo correu mal e furou-me a membrana. Disse-me que teria de ficar de repouso por 24 horas... Nova picada. Dores na perna esquerda. "Também não serve, vamos ter de tentar novamente", informou-me. Já estava a desesperar e, arrependida de ter pedido anestesia. Entre as picadas mal sucedidas, numa posição desconfortável e, com contracções quase intoleráveis comecei a pensar que teria sido preferível aguentar o parto com dor. Mas à terceira tentativa a anestesista lá conseguiu inserir o cateter. Passado pouco tempo, a anestesia começou a fazer efeito e deixei de sentir dor. Sentia apenas uma pequena dormência na nádega esquerda em cada contracção. Daí até aos dez dedos de dilatação não passou mais de uma hora e meia. A enfermeira instruiu-me, então, sobre como deveria fazer força na sala de partos. Seguimos para lá e com a ajuda do L. e de outra enfermeira iniciamos o processo de nascimento do nosso bebé. Ele já estava bem em baixo, a enfermeira comentava que tinha pouco cabelo e tudo, mas faltava sempre um bocadinho de força para que ele saísse, pelo que uma das enfermeiras começou a empurrá-lo com as mãos fazendo força na minha barriga. Fiz força mais uma vez e surgiu o meu bebé... Colocaram-no em cima da minha barriga e, aquele que seria o momento mais importante das nossas vidas (minha e do L.) depressa se transformou num dos momentos de maior tormento à medida que percebíamos que algo não estava bem. O nosso pequenino estava branco como a cal e, não chorava. As enfermeiras aspiraram-no de imediato, cortaram o cordão e levaram-no para o auxiliarem na respiração. A pediatra apareceu para o avaliar e de um momento para o outro, por detrás de mim, apercebi-me que estavam vários enfermeiros a tentar ajudá-lo. Perguntei inúmeras vezes ao L. o que se passava, mas ele próprio estava demasiado nervoso e só me dizia que tínhamos que esperar. Acho que nunca o tinha visto tão assustado. Começamos a ouvir o nosso bebé a chorar, mas fazia-o com muito esforço. Uma das enfermeiras veio com ele perto de mim e disse-me que tinham de levá-lo porque estava com dificuldades respiratórias. O L. foi com ele. A pediatra veio ter comigo e disse-me que às 35 semanas os pulmões ainda não tinham atingido a maturidade suficiente para suportar o nosso ambiente, daí as dificuldades que revelava em respirar. Esperava não ter de o ventilar... E saiu. Ali fiquei eu, com duas enfermeiras que me cosiam, e a sentir o meu mundo a desabar.
Depois dos minutos intermináveis que demoraram a coser-me levaram-me para uma sala onde me puseram a soro. Pedi que me fossem dando notícias do meu filho, e a cada vez que o fazia, asseguravam-me que estava bem entregue. Uma das enfermeiras disse-me que enquanto não o transferissem para Lisboa estaria tudo bem. As duas horas seguintes seriam determinantes. Passado algum tempo levaram-me para um quarto onde já se encontravam duas mamãs e as suas filhas. Senti-me imensamente triste. Era suposto ter ali o meu bebé, como aquelas duas mães e, ali estava eu, sem saber o que lhe estava a acontecer. Passaram as duas horas e o L. veio ter comigo dizendo que estava imensa gente a tratar dele. Também não sabia muito bem o que se estava a passar, mas percebia que não estava a correr como os médicos pretendiam.
Por volta da 1 da manhã veio ter comigo a dizer que o iam levar para Lisboa. Desabei. Não aguentei mais e chorei durante horas. Os enfermeiros vinham ter comigo e confortavam-me dizendo que às 35 semanas a taxa de recuperação é muito elevada e que certamente tudo correria pelo melhor. Mas naquela altura a única coisa que eu queria era estar perto do meu bebé. Eram perto de 3 da manhã quando chegou a ambulância para o levar. Pedi que me deixassem ir com ele, mas disseram-me que tinha de fazer repouso. Trouxeram-me um lanchinho, mas eu só chorava. Não queria comer. Começava a deixar-me levar pelo desespero... Depois de muitas lágrimas corridas, acalmei um pouco e pensei que não podia continuar com aquela atitude. Estava a ser egoísta. Parei de chorar. O meu bebé haveria de melhorar e precisar de mim. Comi o que me tinham deixado e tentei controlar o choro. A enfermeira trouxe-me uma polaroid do meu pequerrucho. Apesar dos tubos estava lindo... Vários enfermeiros e auxiliares vieram ao meu quarto dar-me os parabéns por ter tido um bebé tão lindo. Trouxeram-me também um recado do meu Bebé. Dizia o seguinte: “Queridos pais, vou para o Hospital Maternidade Alfredo da Costa e fico na Unidade de Cuidados Intensivos. Podem telefonar pelo telefone xxxxxxxxx a pedir informações e logo que possam venham visitar-me!!!!! Vou ter saudades da vossa voz e dos vossos miminhos. O vosso filho.”
Chorei de emoção. A partir daquele momento senti que tudo só faria sentido com aquele pequeno ser perto de mim...


Ass. A mãe babada ;)

quinta-feira, 14 de maio de 2009

o nascimento do Gustavo

dia 19 à tarde que começaram as dores,custava um bocadinho a andar mas nada de especial,pensei que elas acabassem por passar,mas estava enganada,numa ida à wc apercebi-me que estava a perder o rolhão , durante a noite as dores intensificaram-se um pouco e não me deixaram dormir grande coisa dormir ,mas mesmo assim não dei grande importância.
dia 20 as dores já tinham aumentado significativamente,e não consegui sair da cama todo o dia,queria ir trabalhar,mas não consegui,o meu homem bem insistia para ir ao hospital mas eu não queria,para jà porque conseguia suportar relativamente bem as dores e por outro lado tinha medo de là ficar horas e horas (se não fossem dias)a desesperar
durante a noite não dormi nada,nem deixei o homem dormir ,já estava a dar em doida ,as dores começavam a tornar-se muito menos suportáveis,mas mesmo assim continuei a armar-me em forte e a recusar ir ao hospital Assobio ...
dia 21,consegui dormir um pouco de manha,mas não muito,comi,e liguei à minha mãe a contar o que se estava a passar,o conselho dela foi o lógico: ''contar o tempo entre cada dor,e se estiverem muito próximas seguir para o hospital'' já estava com contracções de 5 em 5 minutos e sabia que não podia esperar muito mais para ir ao hospital ,mas,ainda tomei banho,vesti-me,e ainda fiz a minha mala nas calmas,e revi a do piolho ,apanhei o comboio para a amadora e fui a pé até ao hospital (a pressa não era muita)!
cheguei ao hospital eram quase 19 horas,fui praticamente logo atendida,fiz ctg,mas não estava a gostar da cara da medica, ,mandou-me comer um rebuçado ,carregar no botão cada vez que o pilho mexesse,e esqueceu-se de mim la raiva ,a folha do ctg já arrastava no chão quando ela voltou e me mandou aguardar para fazer o toque,toque esse que quase me faz trepar pela maca acima ,mas a medica só dizia: ''não precisa de fazer força'' e eu com vontade de dizer :''se parar de me apalpar as amígdalas eu paro de fazer força'',mas pronto,o que vale é que foi rápido,''4 dedos de dilatação e vai ficar internada'' ,o meu mundo ruiu,pois entrei naquele hospital com a forte convicção de que voltava para casa.
fui preparada,entreguei as coisas ao meu homem e fui para o quarto de dilatação,lá veio um medico espanhol todo jeitoso para me meter o cateter do soro falhou a primeira tentativa o que me valeu uma mão negra até á bem pouco tempo,ligou-me ao ctg e foi chamar o meu homem,ele entrou e esteve sentado ao meu lado a dar-me toda a força que conseguia,vejo isso agora,pois na altura estava demasiado ocupada a querer mandar-me para o chão e para o colo dele ! ,novo toque :''ja tem mais de meio caminho andado,vai ter vontade de fazer força mas não faça,vai querer epidural?'',que raio de pergunta claro que queria,mas esqueceram-se de mim e não me deram,já devia ser demasiado tarde.
cada vez mais sentia vontade de fazer força,mas sabia que não podia ou o puto saia disparado para o meio do chão ,mas já não aguentava mais mas finalmente as águas rebentaram e fui levada para o bloco de partos,o meu homem segurava-me,ajudava-me a dobrar para fazer força mas o piolho não queria sair,a médica dizia que eu estava a fazer a força ao contrário,cortou-me,não senti,mas mesmo assim ele não queria sair,a solução foi duas bestas de duas medicas meterem-se em cima da minha barriga a fazer força para ele sair,não o desejo a ninguém,preferia passar pelas dores das contracções outra vez do que por aquelas dores que sentia naquele momento,foi horrível mas ele lá saiu rapidinho,a medica ainda disse: ''foi parido por mim'',o pai cortou o cordão e eu confesso,não olhei logo para o meu filho,não consegui pois naquele momento para mim ele era o culpado por todo aquele sofrimento por que eu tinha passado,mas assim que senti o calor dele em cima de mim,tudo passou e não consegui deixar de chorar ,tão lindo,tão perfeito,como podia eu culpà-lo por tudo aquilo,no fim de contas ele também sofreu,cozeram-me,esta parte doeu horrores, mas só por fora,por dentro nem senti,dei-lhe de mamar,despedi-me do meu homem que foi muito forte por passar por tudo aquilo sem nem um ai,levaram o meu menino para a banhoca e primeira vacina,e depois là fui eu dormir toda a noite agarradinha ao meu tesouro que estava tão cansadinho que so acordou na manha seguinte.
jà tudo passou,foi muito sofrido,mas por ele passava por tudo outra vez sem nunca pensar duas vezes
grande testamento

carla

O nasciemnto da Mafalda

Dia 30 de Março, por volta das 15h começo a sentir umas contrações fracas, suportáveis e espaçadas (20 em 20 minutos) que duraram até à noite, altura em que o espaço entre elas começou a ser de 10 em 10 minutos. Passei a noite sem dormir, as contrações eram cada vez mais dolorosas e, às 6 da manhã estavam de 7 em 7 minutos. Tomei banho, acordei o papá e fomos para a MAC.

Dia 31 de Março, entro na MAC cerca das 7 da manhã. CTG - muitas contrações mas sem dilatação. Não estava em trabalho de parto e mandaram-me para casa. continuei cheia de dores e o toque parece que ajudou à festa. Volto à MAC pelas 17h com as mesmas queixas. Diagnóstico igual ao da manhã. mandara,m-me jantar e voltar à noite. Voltei. Eram 23h e estava cheia de dores mas dilatação nem vê-la. mandaram-me embora. passei a pior noite da minha vida. Chorei com dores.

Dia 1 de Abril, lá vou eu a caminho da MAC entre choro, desespero e gritos sempre que vinha uma contracção, que estavam de 5 em 5 minutos. Entro na MAC e a fila para inscrever era enorme. O meu marido ficou na fila e eu entrei pela urgência a dentro, eram 10,30. Perguntei pela Dra Isabel. Estava no internamento mas viram-me tão aflita que a enfermeira da triagem viu-me mesmo sem ficha feita. Tinha 3 dedos de dilatação. Nisto vem uma contração que me fez gritar e entra a minha médica para ver o q se passava. mandou-me ao gabinete dela. Viu-me - 4 dedos de dilatação. Mandou o meu marido passar à frente e fazer a ficha. Mesmo sem processo recapitulámos tudo o que era importante. Mandou-me com uma enfermeira, rapou-me, colocou-me 2 clisteres e....box de parto onde cheguei às 10,45 com 5 dedos de dilatação.

A seguir, veio o anestesista....epidural.........fui ao ceu!!! Como era bom não sentir dores. Entre as 11 da manhã e as 16,30 levei 2 doses de epidural e passei dos 5 para os 7 dedos de dilatação, pq rebentaram as águas espontaneamente

A minha médica proibiu mais reforço de epidural. Quando o efeito passou, às 16,30, voltaram as dores. 7, 8 dedos. De repente senti vontade de fazer cocó. Chamei a enfermeira. Novo toque. "Estou a sentir o bebé!"

Começo a ver entrar gente pela box a dentro, entre eles a minha médica. Comece a fazer força qd vier uma contracção. Confesso, descontrolei-me com as dores. Acho que foi a experiência física mais dolorosa que já passei. Eu fazia força mas a bébé não saia. Foi qd a médica disse que a bébé tinha o cordão à volta do pescoço e as minha contrações não estavam espaçadas. Eram muito seguidas e estava a correr o rico de o utero não aguentar e rebentar. Cortou-me e enfiou os forceps.

Às 17,07 a Mafalda estava em cima da minha barriga. Perguntei porque não chorava. Chorou!

Depois, foi 1 hora e meia a ser cozida!Mais de 30 pontos.Por fora, por dentro.Nã sei qd voltarei a andar direita!

Coisas boas????Perdoem-me as mais enojadas, mas o cheiro da minha filha é inesquecível (a todas aquelas porcarias do utero). Acho que é o nosso instinto animal! Não me esqueço nunca de como amei o cheiro dela!


Sofia

O nascimento da Beatriz e da Ester

Depois de muita confusão com internamentos e tratamentos, e porque já estava em trabalho de parto sem o saber, na 6ª feira dia 27/7/2007, por volta das 11h, a médica manda-me para o bloco de partos (as meninas estavam em pélvica) para cesariana depois de saber se havia vagas nas incubadoras, o que acabou por não ser preciso. Já estava a dieta 0 desde a véspera. Vieram uma enfermeira e uma auxiliar preparar-me: raparam-me, puseram-me a algálea (o meu grande receio era que doesse a pôr mas foi só uma impressão e perda da capacidade de controlar o acto de fazer xi-xi), vestiram-me a camisa da maternidade, puseram-me numa maca e ala para o bloco.

Quando cheguei ao bloco, a equipa de enfermeiros apresentou-se e tentaram acalmar-me (estava um bocadão nervosa...), meteram-me aquela toca de rede, ajeitaram os tubos do soro e outros líquidos e mudaram-me para uma maca muito mais estreita. Entretanto, chegam os anestesistas que me perguntam se queria fazer a cesariana com anestesia geral ou com epidural; não fazia ideia! Expliquei-lhes que só tinha 2 exigências: não sentir dor alguma e que a gémea da minha esquerda é a Ester e a da minha direita a Beatriz (escreveram os nomes delas e o meu nas pulseiritas). Bem, o anestesista explicou-me que, em termos de recuperação, com epidural era muito mais rápida e que não havia interferência alguma com os bebés enquanto que a anestesia geral já comporta mais riscos a nível de reacções alérgicas, complicações cardíacas e recuperação mais lenta. Perguntei o que seria melhor para os bebés e ele respondeu-me que seria a epidural e eu decidi que o que era bom para elas seria bom para mim.

De lado, com a ajuda de uma enfermeira, coloquei-me na posição fetal, arqueei as costas e colocaram-me os electrodos paar monitorização. Puseram um spray fresquinho para adormecer a pele, deram-me uma injecção de anestesia local e quando esta fez efeito, preparam tudo para a epidural e enfiar o cateter. Não doeu absolutamente nada. Depois meteram-me em posição de Cristo (de barriga para o ar, pernas juntas e braços abertos) e prepararam-se para os testes necessários para saberem a quantidade de medicação a dar e saber se a epidural começava ou não a fazer efeito. Perguntaram-me várias vezes quanto media e quanto pesava no momento para darem a dose exacta e se me sentia bem. Avisaram-me para me queixar se me sentisse mal, com dor de cabeça ou nauseas. De vez em quando, passavam com um algodão com alcool em várias partes do corpo para verificarem a sensibilidade ao toque e ao frio e pediam-me sempre para descrever o que sentia nos pés e mexer os dedos.
Quando a epidural já estava com o seu efeito pleno, começou a operação: taparam a zona da barriga com uma toalha ao alto por causa da esterilização e amarraram-me os braços para não ter a tentação de tocar ou mexer no que não devia.
Perto da minha cara estava o tubinho do oxigénio para o caso de ser preciso (o que não foi) e toda a parafernália necessária para a monitorização.
Começou o "corte e costura" e a sensação que eu tinha era que estava no dentista: sentia remexer e repuxar como se me estivessem a arrancar um dente mas na barriga A certa altura, ouvi o aspirar de águas e a médica a perguntar-me o nome da 1ª gémea, a da minha esquerda (a Ester) que nasceu às 12h46, com 2,430 kg, já a fazer xi-xi e có-có. Não há palavras que descrevam o que senti nesse minuto... A enfermeira disse-me que a primeira pessoa a ver os bebés era sempre o pediatra mas que ma mostrariam assim que fosse possível. Dois minutos depois nasce a Beatriz com o mesmo peso da irmã,2,430 kg... e volta a sensação indescritível.
Perguntaram-me se me sentia bem e se o pai já tinha chegado à maternidade. Queixei-me de dores de cabeça e deram-me logo um medicamento e o pai viu as bebés depois de mim. Mostraram-me as meninas mais bonitas do mundo e, mais uma vez, nada descreve o que se sente no momento...

Demorou mais a passar o tempo de me arranjarem e suturarem do que toda a preparação para o nascimento. Queria ver o meu marido e as minhas filhotas! A médica disse que me ia preparar uma sutura toda bonitinha, que não se notaria nada. Entretanto, começo a ficar com montes de frio, o que é normal. Saí do bloco, mudaram-me para uma cama e o meu marido e a minha mãe lá estavam, todos babados, à minha espera com as gémeas ao colo. Segui para o quarto, continuei a soro, levei uma injecçãozita de morfina no cateter da epidural e o pior vem agora: quando começa a desaparecer o efeito da anestesia, vêm umas contracções horrorosas e super dolorosas que nem deixam respirar, acompanhadas com uma sensação de absorvação ao contrário... As dores continuam durante um bom bocado e passam ao fim de uma boa noite de sono e de nos babarmos a olhar para os nossos filhotes. Cerca de meia hora depois, puseram as gémeas ao meu peito (nem sabia que iria conseguir dar de mamar). Cerca de 7h depois da cesariana, chegam uma enfermeira e uma auxiliar para nos ajudarem a levantar, sim, leram bem, 7h depois!!! Ia morrendo: como tinha sido internada por causa de uma cólica renal não conseguia ter os movimentos normais restabelecidos e tudo me doía pelo que não me levantei 7h depois mas sim 12h depois, com autorização médica. Dói horrores, sente-se repuxar e arrepanhar tudo por dentro e por fora, parce que nos estão a rasgar ao meio mas depois de estar de pé e dar os primeiros passos, a coisa acalma bastante.

Claro que a recuperação de uma cesariana é sempre muito mais lenta do que a de um parto normal mas já se passaram 9 dias depois do nascimento das gémeas e já consigo mexer-me muito bem. Tenho tido extra cuidado para não rebentar nada por dentro porque não tenho pontos externos (é uma sutura intradermica) e fui para casa dos meus pais com o meu marido paa termos ajuda constante na parte doméstica. De noite, quando é altura de dar de mamar ou mudar fralda às gémeas, o meu marido levanta-se e dá-mas para não ter de me levantar à pressa mas sou eu que as deito. O truque para uma boa e rápida recuperação é andar muito.

Na altura não desejava ter mais filhos, e se me tivessem dado algo para assinar e dizer que era o fim da humanidade. teria assindao... Agora já penso de maneira diferente. Gostava muito de encomendar os 2 meninos mas a viad está difícil... Quando ganhar o euromilhões...

Mara